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Perguntas Frequentes

Estas são as perguntas e respostas para a categoria Alguns tipos de desinfecção.


    0. Para que se utilizam as microondas?
    1. O que é lavação com peróxido?
    2. Para que se utiliza o ozono?
    3. Existem desvantagens ou perigos nestes métodos?
    4. Como é possível enunciar quais as novas tecnologias usadas na produção de rolhas de cortiça?
    5. Qual a percentagem de bactérias (causadoras de TCA) eliminadas em cada um destes métodos?
    6. Qual a evolução que uma rolha de cortiça natural proporciona a um vinho engarrafado?
    7. Como é possível diferenciar a performance dos vários tipos e classes de rolhas de cortiça (naturais, rolhas técnicas 1+1 e aglomeradas)?
    8. Em que fases do processo de produção de rolhas de cortiça (desde a floresta até ao produto final) é possível a contaminação por TCA?


0. Para que se utilizam as microondas?

Trata-se tal como a desinfecção com ozono de um processo de desinfecção complementar à lavação com peróxido. O princípio activo é o da vibração molecular causada pela acção de micro-ondas, dando origem à libertação de compostos voláteis da cortiça, que são extraídos por um sistema de exaustão adequado.


1. O que é lavação com peróxido?

É o processo de lavação preconizado no Código Internacional das Práticas Rolheiras. Trata-se de um sistema de desinfecção por imersão das rolhas numa solução de peróxido de hidrogénio, cujo princípio activo é a oxidação da matéria orgânica pelo oxigénio. O processo de lavação e realizado de forma controlado, sendo o potencial activo do oxigénio, catalisado por ajuste de pH. No final o processo implica sempre um ciclo de neutralização para eliminar a eventual presença de oxidantes nas rolhas.


2. Para que se utiliza o ozono?

Trata-se de uma desinfecção complementar ao sistema de lavação com peróxido, baseado no mesmo principio activo - a oxidação de matéria orgânica por oxigénio. Convém realçar que este processo, usado em grande escala pela indústria alimentar, nunca é utilizado individualmente mas sempre como complemento à lavação com peróxido.


3. Existem desvantagens ou perigos nestes métodos?

O método de lavação de rolhas com peróxido existe há cerca de vinte anos, não existindo qualquer tipo de riscos associados à sua utilização! A evolução tecnológica da última década, a utilização integrada de tecnologias de informação capazes de gerir e controlar de forma integrada os processos de realização de produto que permitem o doseamento automático e controlo do processo minimizando a intervenção dos operadores são um reforço da garantia de isenção de perigos associados a esta prática. Os processos de desinfecção por ozono e por microondas, são largamente utilizados na indústria alimentar, não existindo obviamente quaisquer riscos associados à sua utilização controlada.


4. Como é possível enunciar quais as novas tecnologias usadas na produção de rolhas de cortiça?

Claramente que a evolução tecnológica recente, em todas as fases de produção de rolhas desde os novos processos de cozedura, de fabricação e acabamentos, com especial relevo para as operações de desinfecção e asseptização, suportadas por sistemas de informação e controlo integrados de qualidade são claramente evidentes. No entanto, a evolução mais importante é a postura pró-activa dos transformadores de cortiça, por oposição à tradicional postura reactiva inerente a um sector tradicional, como é o caso da cortiça. De facto a visão estratégica do sector, orientada para a definição do produto como ‘’produto alimentar”, é claramente o factor mais importante, senão vejamos que: - A participação activa no desenvolvimento, a adopção e conformidade com as exigências do Código Internacional das Práticas Rolheiras. - A conjugação de uma política estratégica e integrada de qualificação de recursos humanos, evidente pela evolução exponencial da dinâmica do Centro de Formação para a industria da Cortiça e o aumento de quadros com formação académica superior nas empresas, com funções inerentes à gestão da qualidade, gestão dos processos, e da qualidade do produto sem esquecer a componente ambiental. - A participação activa nos trabalhos do Conselho da Europa, no grupo dos produtos em contacto com alimentos, sedimentada pela componentes cientifica e técnica, cujas linhas de acção são emanadas para o sector, pelo Centro Tecnológico da Cortiça, induzindo mudanças de comportamento, ajustes de Know-how e reforço do conhecimento. Pelo exposto não é possível falar de medidas desconexadas de evolução, mas sim da integração de várias vertentes, nomeadamente a estratégica e organizacional, a tecnológica, a técnico-científica e claramente a da inovação.


5. Qual a percentagem de bactérias (causadoras de TCA) eliminadas em cada um destes métodos?

Esta pergunta carece de uma correcção. De facto, não são bactérias mas sim a espécies fúngicas, que poderão eventualmente serem associadas à presença de TCA. Todas as rolhas destinadas directamente à utilização, são (ou devem ser, salvo indicação contrária dos clientes) embaladas em ambiente de SO2. Embora o ambiente nas caves e nas empresas vinícolas ou vitivinícolas, seja prolífero em microorganismos (bolores, leveduras e bactérias), todos os processos de desinfecção enunciados, garantem no produto final que a existência de unidades formadoras de colónias é inferior a 4 por rolha.


6. Qual a evolução que uma rolha de cortiça natural proporciona a um vinho engarrafado?

Não há dúvida de que as grandes marcas, os vinhos premiados e as caves de sucesso estão indubitavelmente associados à presença de rolhas de cortiça. O histórico da cortiça é inegável, do ponto de vista da eficácia relativa à sua aplicabilidade. A estrutura alveolar das células de cortiça, (40 milhões por metro cúbico) a composição do gás existente no seu interior, a composição química da cortiça e a estanquicidade assegurada pela rolha de cortiça, potenciam a criação de equilíbrios estáveis, contribuindo de uma forma harmónica, suave dos fenómenos evolutivos dos vinhos. A escolha adequada da rolha em função do vinho, da garrafa, e as boas condições da fase de engarrafamento, são imprescindíveis para a minimização dos fenómenos de oxidação nos vinhos. No entanto estes fenómenos devem-se principalmente a práticas usadas no processo de vinificação, com eventual impacto ao nível na dissolução de oxigénio na matriz vinho.


7. Como é possível diferenciar a performance dos vários tipos e classes de rolhas de cortiça (naturais, rolhas técnicas 1+1 e aglomeradas)?

Os diferentes tipos de rolhas foram concebidos para dar satisfação a vários tipos de desafios, nomeadamente os diferentes requisitos dos diferentes tipos de vinho optimizando a performance exigida, quer em função da especificidade da utilização, quer em função do preço. O crescimento na produção do vinho, induziu a necessidade de oferta de produtos de cortiça alternativos, que explicitamente pudessem satisfazer todas as necessidades do mercado, quer no domínio da qualidade, quer no domínio da quantidade. Deve dar-se especial ênfase a que o tipo de rolha a utilizar, bem como a definição das suas características relevantes, devem ser sempre fruto de uma análise contratual em que estejam perfeitamente conhecidas, pelos agentes económicos intervenientes, as condições de engarrafamento e utilização das rolhas.


8. Em que fases do processo de produção de rolhas de cortiça (desde a floresta até ao produto final) é possível a contaminação por TCA?

A molécula do TCA é bastante abundante na natureza. De facto as contaminações de variadíssimos produtos alimentares, com este composto, tem sido frequentemente citada nos meios da especialidade, de realçar talvez as contaminações nos frutos naturais e secos, nos cafés, nas águas engarrafadas, no chá, etc. Facilmente se conclui, então, que a contaminação da cortiça e das rolhas de cortiça, pode ocorrer na floresta, nas empresas de transformação de cortiça e particularmente nas caves.




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